A IDEIA O amigo Marcelo de Maringá resolveu aproveitar suas férias com um pedal entre Blumenau e Floripa. A idéia foi lançada e eu topei oferecendo parceria de pedal e hospedagem, e mais amigos toparam a parceria para esta aventura, o Pereira e a Aline de Floripa e Biguaçú. Para animar mais ainda esta aventura, o pedal foi marcado para depois de uma noitada na Oktoberfest, já que era também vontade do Marcelo conhecer a festa.
HEIN PROSIT Na quinta-feira dia 1º de outubro o Marcelo chegou de bus em Blumenau para já aproveitar a abertura da festa, e os amigos Aline e Pereira chegaram juntos no dia seguinte. Todos reunidos então para uma boa noite de curtição na Oktober. Comemos uma pizza em metro para nos preparar para os gatoredes de cevada. Na entrada da festa tivemos o prazer de encontra o Sr. Jung e sua querida esposa. La dentro foi a folia huli huili de saborear os choops regionais e passear pelos pavilhões até não agüentar mais. Voltamos quase umas 3h da madrugada. Em casa o pessoal foi se ajeitando na hospedagem improvisada quase como se estivessem acampando rsrs. Treinamento para outras trips como o Gira por Uruguai.
PARTIDA Todos despertando naturalmente, sem despertadores e sem horário estabelecido, foi assim que deixamos rolar, nem da para dizer que foi assim que combinamos, pois ninguém era tudo tão a vontade que nem foi combinado nada mesmo. Tomamos nosso café e ajeitamos as bagagens nas bikes, tudo sem pressa nem atropelo, afinal ninguém tinha compromisso e nem mesmo definição de rota exata ou lugar para chegar antes de anoitecer. Apenas tínhamos em consenso que iríamos pelo litoral a caminho de Balneário Comburiu seguindo por Itapema e depois a estrada velha de Tijucas a Biguaçu. Eram 9:20 da manhã de sábado quando partimos, passando inicialmente da casa do Ilustre Boos, mas infelizmente não tivemos a sorte de encontrar ele neste momento. Seguimos o nosso rumo ao litoral.
PRIMEIRO DIA O caminho era definido na hora e fomos rumo ao litoral pela rodovia Jorge Lacerda. Um pouco depois de passar pelo centro de Gaspar paramos em um caldo de cana por sugestão da Aline. O delicioso caldo de cana foi servido em um copão de alumínio gelado, ficamos admirando o copo e saboreando o caldo. Nossa segunda parada foi em um posto de gasolina antes de cruzar a BR 101. La decidimos seguir direto para Itajaí, e fomos nos guiando com ajuda das pessoas no caminho até chegarmos na geral entre Itajaí e Balneário Comburiu, enfrentando a primeira grande subida do dia. Ao final do huli huili da descida tivemos o primeiro pneu furado da viagem com a bike da Aline. Reparo feito e seguimos arriscando passar pelo calçadão de Balneário pedalando, o que foi super complicado e não estávamos a vontade ali sabendo que estávamos errados. É uma lástima um balneário deste esquecer da estrutura básica para as bicicletas. Perto da praça Almirante Tamandaré fomos abordados pelo Alexandre e seu filho, os dois estavam pedalando corretamente no bordo da pista de carros e no sentido correto, e eles nos perguntaram se gostaríamos de ir a uma loja que ele queria nos apresentar a uma amiga, pois sabia que ela iria querer ver o bando de cicloturistas. Já fiquei contente e imaginei se tratar da Sirlei que conheci no 8º Encontro de Cicloturismo em Campos do Jordão, e era mesmo. Eu realmente queria muito ir lá e havia me arrependido de não ter pego o endereço quando sai da casa, por sorte o Alexandre nos abordou e justamente para nos levar até la, como a vida é engraçada. La na Ciclo Sport fomos todos muito bem recebidos pela Sirlei e o Luiz e mais os amigos clientes deles que são todos muito legais, o papo se prolongou agradavelmente e tivemos que interromper para podermos seguir o caminho, resolvemos que ainda iríamos enfrentar a Interpraias neste dia.
INTERPRAIAS Seguimos nosso caminho passando pela balsa seguindo sugestão de nossos amigos de Balneário e começamos enfrentando o muito sobe e desce da Interpraias. Nos avisaram que eram 5 morros, mas até nem conseguimos contar direito, mas foram muito mais e muitos tivemos que empurrar, até por já estarmos cansados do dia. Mas cada morro superado era uma felicidade e um belo visual, muitos resmungos e muitas risadas. As descidas só huli huli.
HOSPEDAGEM NO ZÉ Chegamos em Itapema já anoitecendo e fomos procurando umas pousadas, e a Aline ligou para seu amigo de Meia Praia para pedir orientação, eles apareceu e nos guiou até um hotel que ajudou a escolher. Mas nos convenceu a ficar em seu apartamento, muito legal ele, aceitando um bando de ciclistas sujos e cansados rsrs. Nos levou a um excelente rodízio de pizzas onde nos fartamos e abusamos da gula hahaha. Ainda tivemos um pouco de resistência para caminhar pela bela estrutura que montaram na beira da praia, pensaram nas pessoas e mandaram os carros para muito longe, isso que é planejamento. Humanizar a praia, afinal o local ficou muito mais que agradável, um belo exemplo para muitas praias de Floripa. Um ótimo banho, um rango especial e um cantinho para dormir aliado a bela receptividade do Zé, tivemos muito mais que imaginávamos.
SEGUNDO DIA O segundo dia foi mais contato com natureza com caminhos mais bonitos e tranqüilos. Amanhecemos novamente sem compromisso de horário, tomamos muito chimarrão assistindo Globo Rural com o Zé, arrumamos nossas tralhas e saímos para o pedal, mas antes um segundo reparo da viagem, percebi que meu pneu estava furado. O Pereira praticamente trocou sozinho o pneu para mim. Nos despedimos o Zé e saímos para nosso caminho. Pegamos a areia da praia até o costão de Pereque. La até fizemos uma trilha mas tivemos a surpresa de saber que ela não tinha fim, pois os propriotários fecharam tudo com condomínios fechados, viva o direito de acesso ao nosso litoral! Logo em seguida pegamos uma estrada de terra tranqüila até Santa Luzia, que um biker informou que seria muito perigosa e movimentada, pobre coitado estava enganado e não sabe o que está perdendo. Belo caminho tranqüilo e com muita natureza, bom para pedalar e conversar. Chegamos em Tijucas, passamos no mercado para um lanche e dar uma descansada. Logo após o super saímos em direção à antiga ponte de ferro e pegamos a estrada antiga que ligava à Florianópolis. Uma estrada tranqüila de terra que passa por Timbé e Três Riachos até chegar em Biguaçu. Nesta estrada o Pereira foi nos passando várias histórias legais, pois nesta região ele viveu por um período e conhece muito bem. Finalizamos este trecho em Biguaçú e paramos na casa da Aline onde sua mãe serviu um belo café e o Pereira bateu muito papo com os pais dela, muitas histórias da região e seus personagens. Após um longo tempo saímos de la rumo aos nossos destinos finais. A Aline ficou em sua casa, eu fui para a casa de minha mãe e o Pereira e o Marcelo seguiram para a Ilha.
Foi mais um pedal entre Blumenau e Floripa, mais um caminho novo que pedalei. Mas o que mais gostei foi de estar com esta turma maravilhosa, de ter curtido a Oktober com eles e sair pedalando em alto astral e ter dois dias com o clima favorável, saboreando belas paisagens com muitas alegrias e compartilhando experiências. Marcelo agitando com seus objetivos, a Aline estreando na cicloturismo e seus novos alforjes com muito sucesso e garra e o Pereira sempre elevando o astral de todos com sua contagiante alegria. Sou super feliz por realizar estas aventuras e ter amigos assim. Obrigado a todos.
Mapa
Pizza em metro
Sr Jung
Gatorede de Cevada 1 Comment
Hein Prosit
Fridas
Povo cansado 1 Comment
Bafometro
Reprovados
Firmes para partida
Caldo de Cana
Paisagem
Pausa
Itajaí
Catedral
Furo 1
Calçadão
Alexandre e filho
Ciclo Sport
Interpraias
Visual
subidas
Fartura
Caminhada noturna
Furo 2
Zé
Zé biker
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